Polícia Civil descarta legítima defesa e aponta espancamento antes de homicídio em Sorriso

A Polícia Civil de Sorriso descartou a versão inicial de legítima defesa apresentada por um suspeito de homicídio e revelou que a vítima foi brutalmente espancada antes de ser morta com uma facada, durante uma confusão ocorrida no feriado.

O delegado Bruno França afirmou que as investigações já avançaram significativamente e indicam que tanto a versão do suspeito quanto relatos iniciais de testemunhas não condizem com os fatos apurados até o momento. A vítima, identificada como Dyonisio Carlito Antonielo, morreu após ser atingido por um golpe de faca na manhã desta sexta-feira (1º), no bairro Bela Vista, em Sorriso.

Segundo o delegado, a vítima apresentava diversos sinais de agressão física, incluindo fratura no nariz e lesões graves no rosto, evidenciando que houve violência anterior ao golpe fatal. As diligências apontam ainda que o suspeito já havia tentado atacar a vítima com uma faca em um primeiro momento, sendo contido por pessoas que estavam no local.

Na sequência, aproveitando-se de um momento em que a vítima estava sentada, o agressor voltou a agir e, enquanto outras pessoas tentavam conter a situação, desferiu uma facada nas costas, que acabou causando a morte.

“Não há qualquer indicativo de legítima defesa. A única pessoa com sinais claros de agressão é a vítima”, destacou o delegado.

As investigações também revelaram que havia uma quinta pessoa no local do crime, cuja presença não foi mencionada pelo suspeito. A Polícia Civil pede apoio da população para identificar essa testemunha, considerada importante para o esclarecimento completo dos fatos.

Ainda de acordo com o delegado, a motivação do crime pode estar relacionada a ciúmes, já que a vítima teria um relacionamento com o dono da residência onde ocorreu a confusão. No entanto, essa linha ainda segue sob apuração.

Outro ponto levantado durante a investigação é a identidade do suspeito, que se apresentava com nome falso. Com apoio da família da vítima, a polícia descobriu que ele teria envolvimento em um roubo a banco ocorrido em 2004 e, desde então, vinha utilizando outra identidade.

A Polícia Civil segue com a análise de celulares, histórico dos envolvidos e demais provas para esclarecer completamente o caso. O suspeito permanece preso e à disposição da Justiça.

O delegado ressaltou que o objetivo é garantir uma resposta clara à família da vítima, diante de um crime considerado grave e com indícios de extrema violência.

Leia mais sobre o caso:

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Programa Estação Sicredi

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