Segundo a Secretaria de Saúde, o quadro não é do tipo meningocócico mais contagioso, o que reduz o risco de transmissão e dispensa medidas ampliadas de bloqueio entre familiares e colegas.
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou nesta quarta-feira (20), o terceiro caso de meningite registrado neste ano em Sorriso. O paciente é um adolescente que está internado no Hospital Regional e recebe acompanhamento médico contínuo. Segundo o secretário municipal de Saúde, exames laboratoriais identificaram que se trata de uma meningite bacteriana causada por um germe considerado comum, responsável também por outras infecções, como pneumonia.
De acordo com o secretário, foram realizados exames de bioquímica, dosagem de líquor e bacterioscopia para identificar o agente causador da doença. Ele explicou que o adolescente está em tratamento e segue sob observação clínica. “O germe é comum e não causa só meningite, causa também pneumonia e outras infecções. Já está em tratamento e observação clínica e estamos acompanhando este caso quadro a quadro”, afirmou.
O adolescente chegou a ser atendido inicialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Conforme o secretário, a meningite pode apresentar sintomas inespecíficos no início, dificultando o diagnóstico precoce. Ele destacou que, nos quadros mais avançados, surgem sinais como cefaleia intensa, fotofobia, rigidez na nuca e vômitos, o que facilita a identificação da doença.
O paciente foi internado no último dia 17 e passou por exames específicos para descartar formas mais graves e contagiosas da doença, como a meningite meningocócica do tipo B. Segundo o secretário, o resultado tranquilizou as equipes de saúde quanto ao risco de transmissão. “Graças a Deus não foi isso, o tratamento é mais tranquilo e os contactantes têm um risco muito mais baixo”, explicou.
Ainda conforme a Secretaria de Saúde, o caso registrado não exige a realização de bloqueio ou monitoramento ampliado de familiares, colegas de escola ou pessoas que tiveram contato com o adolescente, já que o tipo identificado possui menor capacidade de transmissão. O secretário ressaltou que as formas de meningite que mais preocupam as autoridades sanitárias são os tipos Meningo B, Meningo C e algumas infecções estafilocócicas, consideradas mais infecciosas.
A pasta informou ainda que todos os casos de doenças de notificação compulsória seguem sendo monitorados pelas equipes de vigilância epidemiológica do município.
O secretário ressaltou a importância da vacina Meningo C, disponível no SUS, aos 3 meses e 5 meses e aos 12 meses a CWY que pode ser feitas até 4 anos 11 meses e 29 dias. “Estas vacinas protegem contra várias cepas”.