AgriHub conecta produtores a tecnologias para prevenção de incêndios

Início do período proibitivo do uso do fogo começa nesta quarta (1º), e reforça o uso de soluções de monitoramento, detecção de focos

O período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso começa nesta quarta-feira (1º de julho) e segue até 30 de novembro. Durante esses cinco meses, produtores rurais devem redobrar a atenção para prevenir incêndios, já que a combinação de altas temperaturas, baixa umidade do ar, ventos fortes e o avanço da colheita do milho aumenta significativamente o risco de queimadas acidentais nas propriedades.

 

Neste cenário, o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato), por meio da sua casa de inovação, o AgriHub, tem conectado produtores rurais a soluções tecnológicas capazes de reforçar a prevenção durante a estiagem. Startups residentes oferecem ferramentas de monitoramento remoto, detecção de focos de calor em tempo real e apoio na elaboração de planos de prevenção e no treinamento de brigadas, ampliando a segurança no campo e reduzindo o risco de perdas.

 

Além dos prejuízos ambientais e produtivos, o descumprimento das normas durante o período proibitivo pode gerar multas, embargos, responsabilização civil e criminal, perda de incentivos fiscais e restrições ao acesso a linhas de crédito. Por isso, investir em prevenção tornou-se uma estratégia importante para proteger a produção e o patrimônio rural.

De acordo com a gerente do AgriHub, Erika Segóvia, a dimensão das propriedades rurais mato-grossenses e a recorrência dos incêndios fazem com que a tecnologia deixe de ser apenas uma inovação para se tornar uma ferramenta essencial na gestão das fazendas. Ela explica que recursos como satélites, inteligência artificial, sensores e drones permitem identificar rapidamente focos de incêndio, reduzindo o tempo de resposta e os impactos causados pelo fogo.

 

“Em Mato Grosso, onde temos propriedades de grande extensão e um dos maiores desafios do país em relação aos incêndios, a tecnologia deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade. Soluções como satélites, inteligência artificial, sensores e drones permitem detectar focos de incêndio em minutos, reduzindo perdas, protegendo o patrimônio do produtor e preservando o meio ambiente”, explica.

 

Segundo Erika, o AgriHub conta atualmente com duas startups residentes especializadas em prevenção e combate a incêndios florestais: a NoFlame e a Ellos. A primeira utiliza tecnologia por satélite para monitorar propriedades rurais 24 horas por dia, identificando focos de calor e emitindo alertas imediatos aos responsáveis. Já a Ellos oferece a plataforma Órion para detecção em tempo real de incêndios, além da elaboração do Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF), treinamento de brigadas, orientação sobre equipamentos e perícia pós-incêndio.

 

O AgriHub atua como uma ponte entre o produtor rural e as startups de inovação voltadas ao agro. Os interessados em adotar essas tecnologias podem entrar em contato com a equipe do hub, que realiza a conexão com as empresas, identifica a solução mais adequada para cada necessidade e orienta sobre a implementação das ferramentas de monitoramento, prevenção e combate a incêndios nas propriedades rurais.

Programa Estação Sicredi

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