Duplicação da BR-163 em Mato Grosso é retomada após assinatura de ordem de serviço

Os motoristas que trafegam pela BR-163/MT já podem notar a movimentação das máquinas destinadas à duplicação da rodovia, a partir do km 507, em Diamantino. A Nova Rota do Oeste, responsável pela concessão, deu início à primeira frente de obras para ampliar a capacidade da via. Nesta etapa inicial, serão construídos 86 quilômetros de pista até Nova Mutum, localizada no km 593, além da revitalização da mesma extensão da via já existente. A ordem de serviço foi assinada em 1º de julho deste ano, em Nova Mutum, e estima-se um investimento de aproximadamente R$ 618 milhões.

A duplicação da BR-163 é um antigo anseio da população mato-grossense e faz parte do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Concessionária e a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). A possibilidade de retomar as obras foi viabilizada com a troca do controle acionário da Concessionária para o Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da MT Par. O projeto completo prevê duplicar cerca de 450 quilômetros da rodovia, com a construção de 34 obras de arte especiais, como pontes, trevos e viadutos, além de sete passarelas, recuperação da via e outros elementos, totalizando um investimento estimado de R$ 7,5 bilhões, a ser realizado em um prazo máximo de 8 anos.

Luciano Uchoa, diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, afirmou que, apesar do prazo contratual de 2 anos para conclusão da primeira frente de obras, estão empenhados em entregar a duplicação o mais rápido possível. Ele também mencionou que ainda no segundo semestre do mesmo ano, pretendem contratar duas novas frentes de obras de duplicação na BR-163.

As operações para a duplicação iniciam-se com a limpeza do terreno e remoção da vegetação autorizada pelos órgãos ambientais. Neste momento, não há interferência no fluxo de veículos, já que o trabalho ocorre no terreno ao lado da rodovia.

O projeto de duplicação ocorrerá à margem da pista sentido norte, na região conhecida como Posto Gil, em Diamantino. O contrato estabelece a conclusão de 36 quilômetros de pista nova, acostamento, canteiro central e sinalização horizontal e vertical, além da recuperação da rodovia existente, no primeiro ano de obras. Também está prevista a construção de um retorno em desnível nesse trecho.

Para o segundo ano de obra, o projeto contempla a conclusão dos trabalhos até Nova Mutum, incluindo a construção de duas pontes (uma sobre o rio Arino e outra sobre um afluente) e mais dois viadutos nos km 572 e km 592, já em Nova Mutum.

Com o objetivo de agilizar a entrega da duplicação aos usuários da BR-163, a Nova Rota do Oeste planeja liberar o trecho a cada oito quilômetros de ampliação, desviando o fluxo de veículos para a pista nova e recuperando a pista antiga de forma simultânea.

O Governo de Mato Grosso e a MT Par têm colocado em prática um plano de ataque para melhorar a trafegabilidade na BR-163 desde que assumiram o controle da Nova Rota do Oeste. Nos últimos dois meses, foram anunciados investimentos de R$ 820 milhões, sendo R$ 202 milhões destinados à manutenção e R$ 618 milhões à duplicação.

A concessão da BR-163/MT à iniciativa privada ocorreu em 2014, abrangendo o trecho de 850,9 quilômetros de Itiquira a Sinop. Porém, as obras de duplicação foram interrompidas em abril de 2016 devido à negativa de financiamento de longo prazo pelos bancos públicos e às crises política e econômica do país, que afetaram diversos projetos de concessão de rodovias federais em curso no Brasil.

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