Sobre a operação, falaram em entrevista coletiva hoje (25), o comandante da PM em Sorriso, Tenente Coronel Jorge Almeida, o sub coordenador de inteligência e operações, Tenente Coronel Frederico e o Delegado Dr. Hércules delegado, sub Cordenador de análises do Gaeco.
Uma grande operação desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) movimentou forças de segurança nesta semana em Sorriso e em diversos municípios do norte de Mato Grosso. Ao todo, somente em Sorriso foram cumpridas 39 ordens judiciais de busca e apreensão. Não houve mandados de prisão na cidade.
A ação contou com apoio da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso. Conforme explicou o comandante, por determinação do Comando Regional, sob liderança do tenente-coronel Edilson, e do comandante-geral, coronel Fernando, mais de 100 policiais militares atuaram na parte operacional da operação, garantindo segurança às equipes durante o cumprimento das ordens judiciais.
“O Gaeco solicitou apoio da Polícia Militar e atuamos na parte operacional, dando segurança às ações desenvolvidas durante a operação”, destacou o comandante.
De acordo com as informações repassadas, a investigação já conseguiu mensurar um prejuízo inicial de aproximadamente R$ 140 milhões, valor que pode aumentar conforme o avanço das análises.
“Essa mensuração ainda é incipiente, porque a investigação vai prosseguir. Inicialmente conseguimos chegar a aproximadamente 140 milhões de prejuízo, mas isso pode ser alavancado com o decorrer das investigações”, explicou.
Foram cumpridas diversas ordens judiciais para extração e análise de dispositivos eletrônicos, além da apreensão de documentos. A partir desse material, será possível aprofundar como funcionava o grupo criminoso e suas conexões.
Esquema envolvia fraudes e conexão de crimes
Segundo os investigadores, trata-se de uma organização que praticava diversas tipificações criminosas, entre elas fraude documental, adulteração de notas fiscais, furtos e outros crimes conexos.
“É o que chamamos de conexão criminosa. Um crime leva ao outro. Foram várias tipificações que foram se conectando, uma puxando a outra”, foi explicado durante a coletiva.
A apuração não teve origem em um boletim de ocorrência específico. Conforme detalhado, denúncias diversas chegaram ao Ministério Público, que instaurou procedimento investigatório sob coordenação do promotor Dr. Adriano, responsável pelo Gaeco. A partir da soma de informações, a investigação foi estruturada até culminar na operação deflagrada.
Operação alcança vários municípios
Além de Sorriso, foram cumpridas ordens judiciais em cidades como Sinop, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Campo Verde, Cuiabá e Colíder.
O Gaeco é uma força-tarefa formada por integrantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e outras instituições de segurança pública, atuando de forma integrada dentro do Ministério Público por meio de termo de cooperação.
“As pessoas acham que o Gaeco aparece do nada, mas é um trabalho constante de investigação, com integração das forças de segurança”, destacou um dos representantes.
As investigações continuam e novos desdobramentos não estão descartados.