Em entrevista ao programa Fala do Povo desta quinta-feira (2), a coordenadora Claudete Damasceno destacou a importância da tecnologia aliada à participação da população para manter baixos os índices de dengue, chikungunya e zika no município.
No programa Fala do Povo desta quinta-feira (2), a coordenadora da Vigilância Ambiental de Sorriso, Claudete Damasceno, destacou as ações desenvolvidas pelo município no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Entre as principais estratégias está a utilização das ovitrampas, tecnologia que tem contribuído para reduzir a população do vetor antes mesmo do nascimento das larvas.
Segundo Claudete, somente ao longo de 2025 foram eliminados mais de 153 mil ovos do mosquito por meio das armadilhas instaladas em diversos pontos da cidade. As ovitrampas atraem as fêmeas para a postura dos ovos, que posteriormente são recolhidos pelas equipes da Vigilância Ambiental, interrompendo o ciclo de desenvolvimento e impedindo que se transformem em larvas e, posteriormente, em mosquitos adultos.
A coordenadora explicou que o trabalho de monitoramento continua sendo realizado de forma permanente e ressaltou que os resultados positivos dependem também da colaboração da população. Apesar de o mais recente boletim de arboviroses apontar números relativamente baixos de casos no município, o risco permanece devido às chuvas registradas durante o período de estiagem.
Conforme Claudete Damasceno, somente no mês de junho ocorreram pelo menos três episódios de chuva, suficientes para formar pequenos acúmulos de água que podem se transformar em criadouros do mosquito. Por isso, ela reforçou o apelo para que moradores realizem inspeções frequentes em seus imóveis, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água parada.
A Vigilância Ambiental também mantém o monitoramento de mais de 15 mil imóveis em Sorriso, realizando visitas, orientações e ações preventivas ao longo de todo o ano. A recomendação é que a população continue fazendo sua parte, já que a eliminação dos criadouros ainda é a principal medida para evitar a proliferação do Aedes aegypti e reduzir o risco de novas epidemias no município.
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