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PF aponta que até empresa de calçados simulava compra de ração para transporte de drogas e munições

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Os criminosos alvos da ‘Operação Teseu’, deflagrada nesta terça-feira (29), pela Polícia Federal, com objetivo de desarticular organização criminosa responsável pelo transporte de drogas e munições da região de fronteira seca do Brasil com a Bolívia para a região Nordeste do País, chegaram a usar uma fictícia empresa de calçadas para simular compra de ração, no intuito de esconder o tráfico de drogas e munições pelas rodovias de Mato Grosso e Estados do Nordeste. Uma delas movimentou, em menos de dois anos, R$ 27 milhões.

“Pudemos perceber nas investigações que é uma organização criminosa estruturada e com uma expressiva quantia de dinheiro movimentado. Uma das empresas que fez a compra fictícia de ração animal, era de sapatos e não existe na forma física. Ela movimentou de novembro de 2018 a outubro de 2020, em menos de dois anos, o valor de R$ 26,7 milhões”, explicou o delegado de Polícia Federal, Murilo de Oliveira Freitas.

Algo que chamou bastante atenção da Polícia Federal também foi a forma e rapidez com que os bandidos pulverização os valores em diversas contas espalhadas pelo país. Um dos investigados conseguiu movimentar, no primeiro semestre de 2019, R$ 9 milhões.

“Eles faziam transações a crédito em espécie, que é uma característica própria de associação criminosa”, pontuou o delegado.

Dos quatro mandados de prisão, um deles foi cumprido em Mato Grosso. Ele teria sido deferido contra uma detenta, que está na Penitenciária Ana Maria do Couto.

Participam da operação, aproximadamente 110 policiais federais, dando cumprimento aos mandados nos estados de Mato Grosso, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Bahia, Acre, Rio Grande do Norte, Paraíba e Goiás.

As investigações que resultaram na operação, tiveram início em agosto de 2020, quando a Polícia Federal em Barra do Garças/MT prendeu em flagrante delito um dos integrantes da organização criminosa que era responsável pelo transporte dos ilícitos em cargas de ração animal.

Após a prisão foi possível identificar um forte esquema de transporte de drogas e munições, composta por vários membros, dentre eles familiares de presos e internos de estabelecimentos prisionais. A droga adquirida na Bolívia, era transportada em caminhões, do Estado do Mato Grosso para a região nordeste do país.

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