Polícia Federal deflagra Operação Loki e prende homem suspeito de venda de documentos falsos em Lambari D’Oeste

Na manhã desta quinta-feira (29), a Polícia Federal deflagrou a Operação Loki com o objetivo de combater a venda de documentos falsos na cidade de Lambari D’Oeste, localizada a 319 km de Cuiabá. A ação resultou na prisão de um homem suspeito de ser o responsável por comercializar CNHs falsificadas.

As investigações tiveram início em agosto de 2022, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma abordagem em Pontes e Lacerda, prendendo um motociclista que portava uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) falsificada. Durante o depoimento na Delegacia da Polícia Federal de Cáceres, o detido revelou ter adquirido o documento falso de um indivíduo residente em Lambari D’Oeste, pelo valor de R$ 6 mil.

Com base nessa informação, foram identificadas outras pessoas que teriam adquirido documentos falsos do mesmo fornecedor. Testemunhas apresentaram comprovantes de transferências bancárias realizadas ao suspeito como pagamento pelas CNHs falsificadas. A investigação aponta que o suspeito é servidor da Prefeitura Municipal de Lambari D’Oeste.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes da Polícia Federal dirigiram-se ao local de trabalho do investigado, que inclui o gabinete no prédio do Executivo municipal, com o intuito de apreender o notebook utilizado pelo suspeito. Vale ressaltar que não foram encontrados indícios de envolvimento da Prefeitura Municipal com o esquema de venda de documentos falsos.

Em depoimento, o suspeito admitiu ser um intermediário e alegou possuir diversos contatos na cidade. A Polícia Federal continuará a investigação no intuito de identificar outras pessoas envolvidas na comercialização de documentos falsos e desarticular completamente essa organização criminosa.

O homem detido durante a Operação Loki será indiciado pelos crimes de falsificação de documentos, associação criminosa e corrupção ativa, de acordo com os artigos previstos no Código Penal Brasileiro. Se condenado, poderá enfrentar pena de reclusão.

A Polícia Federal ressalta a importância de combater o comércio ilegal de documentos falsos, que contribui para a prática de diversos crimes, colocando em risco a segurança pública e a ordem social. A operação Loki demonstra o compromisso das autoridades em coibir esse tipo de delito e levar os envolvidos à justiça, garantindo a integridade do sistema de identificação civil e a confiança da população nos documentos emitidos pelas autoridades competentes.

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