A PM tem intensificado o uso do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para agilizar o atendimento de casos de perturbação do sossego em Sorriso, diante da alta demanda registrada principalmente nos fins de semana.
De acordo com o comandante, ao longo de 2025 foram registrados 56 TCOs relacionados a esse tipo de ocorrência, com apreensão de aparelhos de som. Os equipamentos recolhidos permanecem na sede do comando e os casos seguem para tramitação como processo judicial.
“O TCO permite um atendimento mais ágil. Se fosse necessário encaminhar todos os envolvidos à delegacia, o número de ocorrências atendidas por noite seria muito menor”, explicou. Conforme ele, no modelo tradicional, cada caso exigiria mais tempo, limitando o atendimento a duas ou três ocorrências por turno.
Com a adoção do TCO no local dos fatos, a Polícia Militar consegue atender um volume maior de denúncias. Em finais de semana, por exemplo, a corporação chega a registrar até 24 situações de perturbação do sossego.
O tenente-coronel também destacou que, para a formalização do TCO, é necessário que o denunciante se identifique. No entanto, ele garantiu que há protocolos para preservar a segurança da vítima. “A pessoa não precisa ficar frente a frente com o autor. Temos um cuidado especial para evitar qualquer tipo de constrangimento ou risco”, afirmou.
Ainda segundo o comandante, não houve registros de ameaças contra denunciantes nos casos já atendidos com apreensão de som. A Polícia Militar reforça que a prática de som alto é crime e será combatida, independentemente de quem seja o responsável.
“A intenção é garantir o direito do cidadão ao sossego e ampliar nossa capacidade de resposta diante da alta demanda”, concluiu.
Márcio Pires, comandante da Guarda Municipal de Trânsito destacou que principalmente nos finais de semana há uma grande demanda de ação em relação à perturbação do sossego. “NO último final de semana tivemos mais de 20 ocorrências e algumas pessoas não querem se identificar. Há endereços onde já tivemos mais de 10 situações de perturbação do sossego. Não deixaremos de ir ao local se a pessoa não quiser se identificar. Mas, pode haver aqueles casos de as pessoas afirmarem que a Guarda vai ao local e não recolhe o som. Mas, precisamos de todos para isso. É um trabalho conjunto”, disse.
Ele explicou que para caracterizar o crime é preciso medir a altura do som. “Entretanto, quando as equipes chegam a pessoa baixa o som. Então, com a identificação dos denunciantes podemos prosseguir com a ação”, explicou.