Presidente da CPI dos Fantasmas diz que vai intimar novamente Paulo Henrique, ex-coordenador de equipe da Coopervale

Marlon Zanella, presidente da CPI falou sobre as testemunhas ouvidas na oitiva realizada nesta quinta-feira, Willian Raspini, gerente da cooperativa Coopervale e o Ary Alexandre da Silva, fiscal setorial dos cooperados. Porém a testemunha Paulo Henrique Custódio de Matos de Jesus, coordenador de equipe da cooperativa Coopervale não compareceu para prestar depoimento na oitiva da CPI. O presidente falou que essa testemunha é fundamental ser ouvida e que vai tentar intimá-lo de outra maneira.

“Buscamos encontrá-lo via cooperativa, mas o ofício que recebemos da Coopervale é que ele não está mais no quadro de funcionários. Então vamos buscar outra forma de intimá-lo para que ele compareça para ser ouvido aqui na CPI”. O ex-servidor Claudiney, que confessou o esquema, pode não ter agido sozinho. Foi questionado se os membros da CPI desconfiam de outras pessoas envolvidas, juntamente com o Claudiney no esquema. Ouvir esse Paulo seria fundamental para entender mais uma raiz, mais um ramo de toda essa situação que aconteceu. A gente vai aos poucos fechando o cerco para formar um entendimento quanto quem são os verdadeiros culpados desse fato que lamentamos tanto.

Willian Raspini afirmou que não conhece nenhum dos nomes citados como funcionários  fantasmas e isso teria chamado a atenção da CPI. “Sim a próxima etapa será tentar chamar esses cooperados para entender todo esse contexto. Eles são o quê, são vítimas ou são parte desse processo como um todo. Isso é importante que se esclareça. Ainda não chegamos a essa conclusão. A gente vai seguindo com as investigações até concluirmos esse fato quer é importantíssimo também”.

Willian chegou a falar que as contratações e até pagamentos passavam pelo Paulo e ele só assinava. Marlon respondeu se o Paulo seria uma testemunha chave a ser ouvida.”Eu acredito muito na oitiva desse Paulo, tomara que ele não venha na questão de não falar. Isso esclareceria muita coisa, estamos entendendo que são estruturas grandes de contratações com mil e poucas pessoas e a gente ouve das chefias é que eles confiavam nos subordinados. E então tudo isso deve ser constatado, ver se não tem nenhuma omissão, porque as vezes as pessoas não respondem só por ação, responde por omissão também”.

Estranho uma cooperativa depositar dinheiro em contas de terceiros por tanto tempo. Segundo o que consta, isso acontecia muito tempo. “Dos seis cooperados, dois recebiam em contas diferentes. Segundo eles, devido à pandemia, aqueles que não tinham conta entregava-se cheques antigamente. Com a impossibilidade dos bancos fechados, eles criaram uma alternativa que era depositar na conta de alguém, caso autorizasse, inclusive tem conta dessas autorizações juntadas, assinadas pelos cooperados. Mas ai foi questionado, mas não era necessário uma formalidade maior, reconhecimento de firma enfim, ficou essa dúvida quanto a isso, mas a rotina da cooperativa, caso não tivesse conta, nesse período de pandemia era possível uma autorização que esse dinheiro caísse na conta de uma outra pessoa”.

O pai do ex-servidor Claudiney (que confessou todo o esquema), e a esposa dele Loreane Rodrigues recebiam alguns desses salários, eles serão ouvidos (deixar pergunta). “Vamos entender, mas possivelmente isso será deliberado pela CPI, a gente vai formando o entendimento conforme vai surgindo os fatos a gente vai analisando quem vai ser os próximos ouvidos, mas acredito que será fundamental que eles também estejam aqui presentes”.

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