Sorriso participa de missão internacional para conhecer modelo de cânhamo industrial no Uruguai

O objetivo central é planejar o futuro com responsabilidade, avaliando novas cadeias produtivas que possam fortalecer ainda mais o protagonismo de Sorriso e do Mato Grosso no cenário agroindustrial brasileiro.

O programa A Voz do Povo desta terça-feira, 24 de março, recebeu o vice-prefeito de Sorriso, Acácio Ambrosini, o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Clóvis Piccolo, e a empresária do setor contábil Keyla Dier, que é mentora de um projeto voltado à análise de uma nova oportunidade agroindustrial para o município. Em pauta, a missão internacional que levará representantes sorrisenses ao Uruguai para conhecer de perto o modelo produtivo do cânhamo industrial zero THC e zero CBD, conhecido como “Badger G”.

A agenda técnica ocorre na primeira semana de março e reúne lideranças sindicais, produtores rurais, gestores públicos e empresários. O evento é promovido pela Rochedo Assets, empresa detentora da licença exclusiva do cultivo do Badger G no Brasil.

Segundo os convidados, a proposta da missão é buscar informação qualificada e avaliar, com responsabilidade técnica e jurídica, o potencial econômico da implantação dessa cadeia produtiva no Mato Grosso — estado que já se destaca nacionalmente na produção de soja, milho, algodão e na pecuária de corte.

O chamado cânhamo industrial zero THC e zero CBD é uma variedade destinada exclusivamente a aplicações industriais, sem finalidade medicinal ou recreativa. A cultura pode ser utilizada na produção de fibras, grãos, biomassa e insumos para alimentação animal, além de matérias-primas para a indústria têxtil e de construção civil.

Durante a entrevista, o secretário Clóvis Piccolo destacou que a iniciativa não significa implantação imediata da cultura, mas sim um estudo técnico aprofundado sobre viabilidade agronômica, ambiental e econômica. Já o vice-prefeito Acácio Ambrosini ressaltou que Sorriso, como um dos principais polos do agronegócio brasileiro, precisa estar atento às tendências globais e às oportunidades de diversificação produtiva.

A empresária Keyla Dier explicou que estudos de mercado apontam que o setor de cânhamo industrial pode movimentar bilhões de reais no Brasil nos próximos anos, especialmente quando há industrialização e beneficiamento local, agregando valor à produção primária. Outro ponto destacado é a possibilidade de integração da planta em sistemas de rotação de culturas, contribuindo para a saúde do solo e ampliando alternativas de renda ao produtor rural.

A missão ao Uruguai permitirá conhecer modelos regulatórios, estrutura industrial e resultados econômicos já consolidados naquele país. A expectativa é que, ao retornar, o grupo apresente um relatório técnico com dados concretos para embasar futuras discussões no município e no estado.

Veja a entrevista no vídeo.

 

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