STJ mantém prisão preventiva de professor investigado por ligação com facção criminosa em Sorriso

A decisão é do ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do investigado.

A prisão preventiva do professor de matemática Sinei Marinho Pedroso, de 42 anos, continuará mantida por decisão do ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O magistrado analisou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa contra uma decisão da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que já havia negado a liberdade do investigado em fevereiro deste ano. A decisão do STJ foi publicada na terça-feira, 9 de março.

No pedido encaminhado ao tribunal superior, os advogados alegaram que a prisão seria ilegal em razão da demora na tramitação do processo. Segundo a defesa, o inquérito policial foi finalizado em maio de 2025, porém a denúncia teria sido apresentada apenas meses depois, o que caracterizaria excesso de prazo. Os defensores também argumentaram que o caso não apresentaria grande complexidade, pois envolveria apenas um investigado, e que a manutenção da prisão estaria baseada apenas na gravidade dos crimes apontados. Diante disso, solicitaram a revogação da prisão preventiva ou, alternativamente, a substituição por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições.

Ao examinar o pedido, o ministro entendeu que, neste momento, não há ilegalidade evidente que justifique a soltura imediata. Ele ressaltou que o mérito do recurso ainda será analisado de forma mais aprofundada pelo tribunal. Antes da decisão final, o STJ deverá requisitar informações ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso e ao juízo responsável pelo processo, além de ouvir o Ministério Público Federal.

Sinei está preso desde março de 2025, quando foi detido em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Conforme as investigações, ele é suspeito de envolvimento com organização criminosa, tráfico de drogas e também de aliciar menores de idade para atuar em facção.

Paralelamente às investigações, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc) confirmou, por meio de nota oficial, que determinou o afastamento imediato e a exoneração do professor, que atuava na Escola Estadual Mário Spinelli. Segundo a pasta, a decisão foi tomada após a prisão do servidor, investigado por suposta ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.

De acordo com as apurações da Polícia Civil, o professor também teria incentivado alunos a intimidar colegas que comentavam sobre a possível ligação dele com a organização criminosa, chegando a ordenar que dessem um “salve” nesses estudantes. O suspeito é investigado pelos crimes de organização criminosa, tortura e sequestro.

A Seduc informou ainda que todas as providências administrativas cabíveis já foram adotadas conforme a legislação vigente. Além disso, a secretaria afirmou que equipes estão realizando ações psicossociais para oferecer apoio aos alunos e à comunidade escolar afetada pelo caso.

Veja também

PM apreende entorpecentes e conduz três suspeitos no bairro Colinas, em Sorriso

Homem morre após uma semana internado depois de grave acidente com motocicleta em Sorriso

Sefaz disponibiliza imagens dos lotes do leilão de mercadorias apreendidas

Força Tática apreende mais de R$ 64 mil e prende dupla suspeita por tráfico de drogas

Polícia Militar aumenta em 64% as apreensões de armas de fogo em todo o Estado

Acidente grave deixa casal ferido e provoca estragos na Avenida Noêmia Dalmolin