Campanha antimanicomial é tema de entrevista com o psiquiatra Dr. Rafael Giust

Ele abordou os impactos do antigo modelo de internação em manicômios, os avanços da reforma psiquiátrica e a importância de um cuidado em saúde mental baseado na liberdade, inclusão e respeito aos direitos humanos

Nesta segunda-feira (19), o programa A Voz do Povo, da rádio Sorriso FM, recebeu nos estúdios o médico psiquiatra Dr. Rafael Giust, que falou sobre o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado no domingo, 18 de maio. A entrevista abordou a importância histórica e social do movimento antimanicomial e os desafios enfrentados na consolidação de uma política de saúde mental mais humana e inclusiva no Brasil.

Dr. Giust explicou que o movimento antimanicomial surgiu como uma crítica ao modelo tradicional de internação em manicômios, que historicamente isolava e estigmatizava pessoas com transtornos mentais. “O movimento começou no Brasil nos anos 1980 e ganhou força com a Reforma Psiquiátrica, buscando transformar o cuidado em saúde mental em algo mais digno, comunitário e centrado no sujeito”, destacou.

Durante a conversa, o psiquiatra enfatizou os danos causados pelo antigo modelo, como a perda de vínculos familiares, abandono, maus-tratos e a exclusão social dos pacientes. “Os manicômios muitas vezes funcionavam como depósitos humanos. A internação prolongada, sem perspectiva de reinserção, agravava o sofrimento psíquico em vez de tratá-lo.”

Ele também falou sobre os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), que surgiram com a reforma psiquiátrica como alternativa ao modelo hospitalocêntrico. “Os CAPS oferecem cuidado em liberdade, com atendimento multidisciplinar e foco na autonomia do paciente. É um modelo que respeita os direitos humanos e promove a reintegração social”, explicou.

Questionado sobre os desafios atuais, Dr. Giust reconheceu que ainda existem práticas manicomiais disfarçadas em algumas instituições e que o preconceito contra pessoas com sofrimento psíquico persiste. “A sociedade precisa se engajar nessa luta, valorizando a escuta, o respeito e a inclusão. O combate ao estigma é responsabilidade de todos.”

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