Enfermeira é demitida após suspeita de uso indevido de carimbo e falsificação de assinatura em posto de saúde de Sorriso 

A profissional teria solicitado exames em nome da vítima, incluindo procedimentos considerados incompatíveis, como um exame de próstata para uma criança de sete anos

Uma enfermeira foi desligada de suas funções em um posto de saúde no bairro Jardim Itália, em Sorriso (MT), após ser acusada de utilizar indevidamente o carimbo profissional e falsificar a assinatura de uma colega de trabalho para solicitar exames médicos. A demissão foi confirmada por meio de nota oficial divulgada nesta quinta-feira (29) pela Prefeitura Municipal.

Segundo o comunicado, o caso envolve duas profissionais contratadas por meio de uma empresa terceirizada vinculada a uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) responsável por parte da força de trabalho da saúde no município. Assim que a Secretaria Municipal de Saúde tomou conhecimento da denúncia, comunicou o fato à Oscip, que imediatamente desligou a profissional acusada de conduta irregular.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia da Polícia Civil, a enfermeira vítima esteve afastada de suas atividades entre os dias 7 e 21 de maio. Ao retornar ao posto, foi surpreendida por pacientes que apresentavam pedidos de exames feitos em seu nome — alguns deles sem qualquer relação com os protocolos médicos adequados, como um exame de próstata solicitado para uma criança de sete anos.

Ao verificar os documentos, a profissional identificou que seu registro no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e sua assinatura haviam sido utilizados de forma fraudulenta. Segundo relatos, a enfermeira entrou em desespero ao constatar a gravidade da situação, temendo que sua identidade profissional pudesse estar sendo usada para outros fins irregulares.

A Oscip orientou a vítima a procurar a Polícia Civil e também comunicou o caso ao Coren-MT. A Secretaria Municipal de Saúde informou que acompanha de perto o desenrolar das investigações e está apurando a formação acadêmica da profissional desligada, diante da suspeita de que ela não possua qualificação adequada para atuar na enfermagem.

O caso está sob investigação e poderá gerar desdobramentos tanto na esfera criminal quanto ética e administrativa.

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