Donos de berçário em Sorriso conseguem liberdade, mas serão submetidos a medidas cautelares

A Justiça concedeu liberdade aos donos de um berçário local, que foram indiciados por crimes de tortura e maus-tratos contra crianças. O caso, que tramita em segredo de justiça, teve a prisão preventiva revogada há cerca de três semanas por meio de um habeas corpus. No entanto, apesar de responderem ao processo em liberdade, o casal terá que cumprir medidas cautelares. Conforme noticiado pelo R9News, eles haviam sido presos no dia 14 de abril deste ano.

Conforme determinação judicial, os proprietários do berçário estão proibidos de manter contato com as vítimas e testemunhas envolvidas no caso. Além disso, não poderão sair da Comarca sem autorização judicial e devem comparecer à Justiça em todas as etapas do processo, quando solicitados.

No berçário em questão, crianças de até 5 anos eram atendidas. O caso ganhou ampla repercussão no mês de abril deste ano, quando os pais das crianças procuraram a delegacia para relatar os maus-tratos. A proprietária do estabelecimento foi indiciada por cinco crimes de tortura e três de maus-tratos, enquanto o marido responde por cinco casos de omissão perante tortura, uma ameaça contra um ex-funcionário e um ato de tortura.

A delegada Jéssica Assis, responsável pelo caso, explicou que a investigação teve início há alguns meses, após denúncias dos pais. As crianças relataram ter sido agredidas com tapas e beliscões, alegadamente como forma de disciplina. “Um dos episódios relata que a proprietária da creche teria quebrado uma raquete na cabeça de uma criança. Reunimos diversos relatos de maus-tratos durante a investigação”, disse a delegada.

A delegada Jessica Assis, que presidiu o inquérito que investigou o caso, disse que as crianças correram risco de morte.  

Além das agressões físicas, testemunhas e uma das vítimas mencionaram a existência de um local chamado de “cantinho do pensamento”. Tratava-se de um corredor escuro que levava ao quarto da proprietária, onde as crianças consideradas malcomportadas eram trancadas e deixadas sozinhas por até duas horas.

Embora os donos do berçário tenham obtido a liberdade provisória, as medidas cautelares aplicadas visam garantir a segurança das vítimas e a devida continuidade do processo judicial.

 

 

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