Gaúcha do Norte

Promotoria aciona servidoras e colégio por fraude em certificados escolares em Gaúcha do Norte

A fraude foi descoberta pelo Ministério Público de Mato Grosso após denúncia anônima, e envolve documentos emitidos por uma instituição sem registro oficial

A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Paranatinga ingressou com uma Ação Civil Pública contra três servidoras municipais, o Colégio Santa Luísa Eireli e o Município de Gaúcha do Norte, por envolvimento em um esquema de falsificação de certificados escolares utilizados para obtenção de benefícios salariais indevidos no serviço público.

De acordo com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), as servidoras teriam apresentado diplomas falsos de conclusão do ensino médio emitidos pelo colégio, que não possui registro oficial, com o objetivo de ingressar e progredir em funções públicas. A investigação teve início a partir de uma denúncia feita via Ouvidoria e revelou que os documentos foram utilizados para comprovação de escolaridade mínima exigida em concursos e para a concessão de vantagens remuneratórias.

Segundo apuração do MP, as servidoras L.A.S.M., C.B.J. e R.R.S.R.C. atuaram diretamente na fraude. L. e C. utilizaram os certificados falsos, enquanto R. teria intermediado a obtenção dos documentos irregulares. O Colégio Santa Luísa Eireli, por sua vez, foi acusado de emitir os certificados fraudulentos, mesmo sem estar autorizado a funcionar como instituição de ensino regular.

Em nota, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo informou que não há qualquer registro da instituição nos cadastros oficiais, tampouco trâmite de solicitação para seu funcionamento legal.

Na ação, o MPMT pede a condenação das rés por enriquecimento ilícito e por violação aos princípios da administração pública, bem como a responsabilização do colégio por participação ativa na prática de improbidade administrativa.

O órgão também solicitou à Justiça que o Município de Gaúcha do Norte apresente a lista completa de servidores que entregaram certificados emitidos pela instituição, contendo informações sobre cargos, progressões funcionais, benefícios financeiros e eventuais processos administrativos. Requereu ainda que o Município seja proibido de aceitar, em futuras admissões, certificados provenientes do Colégio Santa Luísa e que adote um sistema eficaz de verificação da autenticidade dos documentos escolares apresentados.

A petição inicial foi recebida pela 2ª Vara de Paranatinga, que determinou a realização de audiência de conciliação e mediação e acolheu as medidas preliminares requeridas pelo Ministério Público.

Programa Estação Sicredi

Veja também

Cientistas da Fiocruz podem produzir vacina completa contra a malária

Proporção de crianças com celular cai; segurança é motivo mais citado

Artigo: A pátria nos acréscimos

Atletas de Sorriso são convocados para representar Mato Grosso no Brasileiro de Karatê

Sorriso recebe três novos veículos para reforçar atendimento da saúde municipal

Homem tem perna fraturada após colidir em bloco de concreto na MT-560